Publicado em 1/18/2019 14:46:31 CET

MURCIA, 18 Jan. (EUROPA PRESS) –

Uma tese da Universidade de Múrcia, conduzida por Consuelo Pérez Palazón, analisada a distância entre o ânus e a genitália masculina (distância anogenital ou AGD) como um dos fatores associados à variabilidade da qualidade do sêmen.

O trabalho conclui que os machos cuja distância anogenital é maior poderiam sistematicamente ter melhores parâmetros seminais ao longo do tempo.

Dessa forma, a distância entre o ânus e a genitália masculina torna-se uma variável a ser considerada para analisar a qualidade do sêmen, levando-se em conta que múltiplos fatores podem ter um impacto potencial sobre a qualidade seminal humana, como hábitos alimentação, atividade física, atividade sexual, estresse, consumo de cafeína, álcool e tabaco, segundo fontes da instituição de ensino.

Para realizar a investigação, um estudo prospectivo e de acompanhamento foi realizado, realizando medidas repetidas de análise da qualidade do sêmen em um grupo de homens saudáveis ​​por um ano.

A obtenção das amostras seminais foi aproximadamente a cada quatro a seis semanas. Seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram avaliados parâmetros como volume e concentração da ejaculação, contagem total de espermatozoides de cada amostra, morfologia e mobilidade, bem como a fragmentação. de DNA de esperma

De todos eles, o único parâmetro em que a pesquisa não pode fornecer dados conclusivos é em relação à fragmentação do DNA espermático, que se refere a quebras ou lesões no material genético do espermatozóide. Neste caso específico, seria necessário realizar novas investigações para determinar o diagnóstico de maior ou menor fertilidade.

Em cada indivíduo, dois tipos de medidas de AGD foram tomadas: do ânus para a base posterior do escroto (AGDAS) e para a inserção cefálica do pênis (AGDAP). Além disso, os participantes completaram pesquisas epidemiológicas sobre seus hábitos de vida em cada uma das entrevistas.

A tese foi dirigida por Jaime Mendiola Olivares e Alberto Manuel Torres Cantero, professores de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Murcia.

Comentarios

comentarios