Sofrer da ansiedade dental representa um risco para a saúde bucal das pessoas. Contamos mais sobre esse distúrbio e as maneiras de abordá-lo.

 Ansiedade dentária: características e tratamento

Última atualização: 19 de novembro de 2021

Existem muitas pessoas que na hora de ir ao dentista ficam nervosas e sentem um pouco de medo. Mas, em alguns casos, essa ansiedade dentária pode levar a evitar visitas ao dentista, colocando em risco a saúde bucal.

A ansiedade é um estado emocional que nos ajuda a nos defender em situações ameaçadoras. Mas, às vezes, essa resposta torna-se exagerada ou deficiente, dando origem a um distúrbio psicológico, como é o caso da ansiedade odontológica.

É verdade que o campo dentário possui instrumentos, sons e cheiros que podem gerar desconforto. Mas quanto mais atrasa o atendimento, maior é o risco de desenvolver problemas orais graves que exigirão tratamentos mais complicados.

Se você é um daqueles que cancelam consultas odontológicas por qualquer motivo, continue lendo. [19659013] O que é ansiedade dentária?

A ansiedade dentária é um estado emocional que ocorre com sensações desagradáveis ​​ e pode gerar mudanças psicofisiológicas quando se pensa em tratamentos dentários. A ideia intrapsíquica de medo dos procedimentos odontológicos gera uma resposta defensiva com manifestações físicas e mentais.

A antecipação do temido tratamento odontológico é capaz de gerar na pessoa um sentimento de medo e angústia. Apenas pensar na possibilidade de ir ao dentista cria uma crença de perigo ou ameaça que desencadeia uma resposta defensiva multissistêmica.

Essa situação de medo exagerado da possibilidade de receber atendimento odontológico torna-se um impedimento para o paciente ir para o dentista. Os tratamentos são adiados, as consultas são canceladas, a dor é suportada excessivamente e a saúde bucal é prejudicial. Esse problema é muito comum e afeta crianças e adultos.

Causas da ansiedade odontológica

Existem vários motivos que podem levar uma pessoa a sofrer de ansiedade odontológica. A seguir, mencionamos algumas situações que podem causar esse transtorno:

  • Características da personalidade.
  • Experiências dentais traumáticas anteriores, especialmente durante a infância.
  • Influência de parentes ou colegas que sofrem de ansiedade odontológica: pessoas próximas que fazem comentários negativos sobre o atendimento odontológico podem transmitir e despertar medos no paciente.
  • Medo de sangue, feridas, dor ou punções: algumas pessoas têm medo de agulhas, de ver sangue ou pensam em anestesia não funcionará com eles.
  • Medo da anestesia: Alguns pacientes se preocupam com o que sentirão quando forem anestesiados ou temem sentir tonturas ou náuseas.
  • Falta de equipe de espaço: muitos pacientes sentem-se desconfortáveis ​​com a proximidade do dentista ao realizar os tratamentos.
  • Falta de controle: não ser capaz de observar ou controlar o que acontece de em sua boca é o que gera ansiedade dentária para vários.

Extrações, canais radiculares, reparos e esculpimentos de dentes envolvem colocar anestesia, usando a turbina, pinça ou limas. Isso os torna os tratamentos que mais provocam ansiedade. A sensação de afogamento gerada pelas impressões ou pelos movimentos fortes realizados pelo dentista durante a raspagem da raiz também podem desencadear o medo.

Existem procedimentos que requerem mais tempo e maior uso de instrumentos, por isso estão frequentemente associados à ansiedade odontológica. .

Sintomas de ansiedade dentária

A ansiedade dentária é um fenômeno multidimensional, uma vez que os componentes cognitivos, fisiológicos e motores interagem na resposta defensiva. A combinação desses aspectos faz com que o paciente experimente diferentes tipos de sensações desconfortáveis.

No nível cognitivo, há uma sensação desagradável e desagradável que interfere na concentração e impede a lembrança de alguns eventos. Além disso, existe uma hipervigilância atencional que faz com que a pessoa fique em constante estado de alerta. É comum o paciente não conseguir dormir nas noites anteriores a uma consulta odontológica.

Os aspectos fisiológicos são aqueles que ativam o sistema nervoso autônomo. Isso pode fazer com que o paciente tenha palpitações, transpiração, tontura ou falta de ar.

O componente motor se refere aos comportamentos não adaptativos que a pessoa realiza. Isso pode variar desde a evitação do ato odontológico até a fuga ou fuga do consultório odontológico.

Sofrer de ansiedade odontológica é um problema sério que leva a pessoa a evitar consultas odontológicas. Qualquer desculpa é boa para não ir ao dentista e o cancelamento de consultas repetidas vezes é comum.

Isso causa consequências negativas para a saúde bucal. É comum que pacientes com esse problema tenham cáries, gengivite ou doença periodontal e não procurem solução.

Complicações, como dor ou infecções, geralmente são aquelas que acabam forçando o paciente a ir ao dentista e enfrentar seu problema. Ao comparecer à consulta odontológica, as pessoas freqüentemente expressam sua insatisfação por estar nesta situação. Eles não são muito cooperativos, é difícil para eles ficarem parados e em alguns casos podem até fugir do escritório ou ficar com raiva do profissional.



Tipos de ansiedade odontológica

As manifestações de ansiedade dentária são variadas. e diferente em cada paciente. Em qualquer caso, de acordo com a intensidade dos sintomas, os seguintes 3 tipos podem ser diferenciados:

  • Adaptativo: é a forma mais branda. O paciente consegue manter a calma apesar de sua ansiedade. Geralmente há dificuldades no início do tratamento, mas o medo é superado.
  • Médio: nestes casos, os sintomas são mais perceptíveis, pois a deterioração psicofísica do paciente é evidente. A pessoa mostra uma atitude de desconfiança e há agitação psicomotora que exige que o dentista adapte o tipo de consulta para poder realizar os procedimentos necessários.
  • Desativar ou bloquear: é o tipo mais grave de ansiedade dentária. O medo é tão intenso que provoca sintomas que impossibilitam o exame, diagnóstico ou tratamento dentário e é necessário suspender o atendimento.

Como se trata a ansiedade odontológica?

Continuar adiando o atendimento odontológico não é solução para o problema. de ansiedade dental. Ser capaz de enfrentar a situação e buscar caminhos e alternativas para acessar as terapias necessárias é essencial para ter uma boca saudável.

A seguir, compartilhamos algumas dicas que podem ajudá-lo a superar o medo do dentista e receba os cuidados dentários de que precisa

1. Diga o que sente

Para fazer face a todos os medos e dúvidas que surgem relativamente ao tratamento dentário é essencial saber partilhar o que sente e pensa . Ter uma boa comunicação com o dentista é essencial para criar um vínculo de confiança que facilite o atendimento.

Ao conversar com o dentista, será possível desabafar sobre más experiências passadas, preocupações e medos decorrentes do atendimento odontológico. Ao conhecer as necessidades e dúvidas do paciente, o profissional poderá tratá-lo melhor, esclarecer suas dúvidas e adaptar os procedimentos.

É importante relatar a ansiedade odontológica desde o momento em que a consulta for agendada. Desta forma, a mesma recepcionista pode começar a ajudar a pessoa marcando plantões mais longos e procurando o primeiro horário para que não haja longas esperas que aumentem a ansiedade.Alguma placa com o dentista avisando que é necessário um intervalo. Levante a mão, por exemplo. Isso proporciona paz de espírito, pois o paciente sabe que pode continuar a se comunicar com o profissional e tem algum controle.

É essencial informar ao dentista se há dor apesar de ter recebido a anestesia, pois pode ser resolvido facilmente adicionando um pouco mais. Suportar a dor apenas aumentará o medo e a imagem negativa da prática odontológica.

2. Distraia-se

Encontrar maneiras de distrair a mente e evitar que os pensamentos se concentrem apenas no atendimento odontológico é uma ótima maneira de lidar com a situação. Ocupar as mãos apertando uma bola anti-stress ou brincando com um pequeno objeto, como um girador de fidget por exemplo, é uma boa maneira de se divertir enquanto o dentista faz seu trabalho.

Coloque os fones de ouvido e ouça para a música que mais gosta, um audiolivro ou um podcast também ajuda a não pensar no que o dentista está fazendo. Além disso, é uma boa maneira de evitar o ruído da turbina.

Alguns escritórios tocam música de fundo para ajudar o paciente a relaxar. Outras clínicas até têm telas com filmes ou óculos de realidade virtual para lidar melhor com o tempo de consulta.

As canções são uma excelente alternativa para acalmar as crianças durante o atendimento. As preliminares na sala de espera são outro recurso que ajuda os pequenos a reduzir sua ansiedade dentária.



3. Usando técnicas de relaxamento

Praticar uma técnica de relaxamento mental predispõe a ser mais calmo e cooperativo na hora do atendimento odontológico. Visualizar-se em algum lugar feliz ou concentrar-se na própria respiração pode ajudar a acalmá-lo.

O relaxamento começa até na sala de espera. São recomendados exercícios de respiração profunda, inspirando e expirando lentamente por alguns segundos.

Tornar cada parte do corpo consciente e tentar relaxar todos os músculos do corpo um por um é um exercício muito calmante. Pode ser iniciado na cabeça, concentrando-se em relaxar a testa, as bochechas, o pescoço e, assim, descer por todo o corpo até chegar aos dedos dos pés.

A respiração profunda é uma técnica que podemos aplicar na sala de estar. esperando para promover relaxamento antes da consulta.

4. Peça ao dentista uma explicação detalhada do tratamento

Que o dentista explique passo a passo o que vai fazer na boca evita surpresas ou sustos. Saber o que esperar torna mais fácil relaxar durante o atendimento.

Em alguns casos, especialmente em crianças, o dentista pode mostrar os instrumentos a serem usados ​​e demonstrar o procedimento. Saber o que está sendo feito dentro da boca dá ao paciente uma certa sensação de controle e bem-estar.

5. Minimize os gatilhos

Esta é uma medida adotada pelo dentista no momento do atendimento para reduzir a exposição do paciente a situações que desencadeiam a ansiedade odontológica. Cobrir os instrumentos ou colocá-los em uma área do consultório onde o paciente não possa vê-los pode evitar o medo gerado por agulhas ou pinças.

Borrifar a sala de espera com fragrâncias agradáveis ​​pode impedir os pacientes de cheirar o cheiro do dentista . De esta manera, se bloquea el estímulo olfatorio que muchos pacientes asocian con la atención odontológica y que les genera ansiedad.

Ofrecer una anestesia eficiente que reduzca las posibilidades de que el paciente perciba cualquier molestia también es pertinente nestes casos. O uso de técnicas especiais e métodos acessórios, como a colocação de cremes tópicos antes da injeção, proporcionam conforto nessas situações.

6. Recurso à medicação

O profissional pode considerar apropriado recorrer ao uso de drogas para ajudar o paciente a relaxar quando outras manobras não tiveram sucesso. A sedação oral ou inalatória consciente pode ser útil para algumas pessoas.

A medicação é capaz de causar um estado de sonolência, amnésia leve e a garantia de que o paciente precisa deixar o profissional trabalhar em sua boca. Dependendo da gravidade e das necessidades do caso, as várias opções farmacológicas serão escolhidas.

Nas ansiedades dentárias mais graves, pode-se usar sedação profunda ou mesmo anestesia geral. De qualquer forma, esta alternativa geralmente é deixada como uma das últimas opções .

7. Realizar uma consulta psicológica

Muitas vezes, o dentista não consegue ajudar o paciente a superar seu problema de ansiedade dentária por conta própria. Nesses casos é necessário encaminhar o paciente a um psicólogo que oferece à pessoa outras ferramentas para superar seu problema.

A importância de pedir ajuda

Às vezes, o sentimento de medo pode ser naturalizado ao dentista e não ter consciência do real problema que esse medo acarreta. Ser capaz de supor que alguém sofre de ansiedade odontológica é essencial para tratar esse transtorno que tem consequências muito negativas na saúde bucal.

Ir ao dentista com confiança e aumentar os temores que os tratamentos dentários geram é o primeiro passo para começar a superar essa condição. O profissional possui os recursos necessários para ajudá-lo a superar seus medos e acessar gradativamente os tratamentos odontológicos com mais tranquilidade.

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