MADRID, 8 de julho (EUROPA PRESS) –

Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa Biomédica da Rede de Diabetes e Doenças Metabólicas Associadas (CIBERDEM) em Madri, em colaboração com o Centro de Regulação Genômica (CRG) de Barcelona, ​​desenvolveram um mapa 3D do genoma que permite localizar mecanismos genéticos associados ao desenvolvimento do diabetes tipo 2, o que representa um avanço na compreensão dos mecanismos moleculares que causam esta doença e no desenvolvimento de tratamentos personalizados.

Estudos anteriores desenvolvidos por Lorenzo Pasquali e Jorge Ferrer, pesquisadores da CIBERDEM, mostraram que muitas das variantes de DNA que aumentam o risco de desenvolver diabetes tipo 2 são encontradas em regiões do genoma que ativam genes nas células do pâncreas que produzem insulina. o que destaca que as variantes genéticas que afetam esta patologia provavelmente não alteram a sequência de DNA do gene No entanto, para o desenvolvimento deste estudo, publicado na 'Nature Genetics', os trabalhadores desenvolveram um mapa do genoma 3D para células produtoras de insulina pancreáticas. Desta forma, foi possível definir as regiões do genoma responsáveis ​​por ativar genes nas células produtoras de insulina. Assim, a pesquisa permitiu o desenvolvimento de um catálogo de variantes genéticas que têm a capacidade de prever quais pessoas herdaram uma menor capacidade de produzir insulina ou que estão em maior risco de diabetes tipo 2.

"Isso nos permite diferenciar essas pessoas de outras cuja suscetibilidade para desenvolver diabetes pode ser devida a outras causas, por exemplo, por variantes genéticas que predispõem à obesidade, ou que impedem a ação correta da insulina ", explicaram os pesquisadores.

Além disso, este trabalho é um avanço, já que identificar os mecanismos genéticos envolvidos no desenvolvimento desta patologia permite e facilita o desenvolvimento de estratégias de tratamento personalizadas, dependendo das características de cada paciente.

Esta pesquisa foi financiada pela CIBERDEM, Wellcome Trust, Fundació Marató TV3 e do Conselho Europeu de Investigação. Além disso, estudos de risco genético foram conduzidos com o UK Biobank, um estudo do Reino Unido que obteve informações genéticas e de saúde para até 500.000 pacientes.

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