Sabemos que esse vírus sofre mutação. E o faz na forma de diferentes variantes que podem ou não ser mais perigosas para os humanos. Temos a variante britânica e a variante sul-africana, e também a variante brasileira que pode ser uma nova ameaça para o mundo inteiro. Essa cepa de coronavírus surge no coração da Amazônia brasileira e seus efeitos estão sendo estudados.

Foi chamada de P.1 e tem um número maior de mutações. Em qualquer caso, ainda não se sabe se é mais perigoso do que as outras variantes do coronavírus conhecidas atualmente. O que se sabe é que sua extensão é rápida.

Brasil-Japão

Esta variante foi passando de um país para outro e onde foi vista pela primeira vez foi no Japão, em 9 de janeiro, quando foram analisadas amostras de quatro passageiros que chegaram uma semana antes a Tóquio depois de terem estado na Amazônia. Em outras palavras, eles foram infectados lá e trouxeram para o país japonês.

Em qualquer caso no Japão eles são rápidos e puderam ser detectados no momento em que vieram do Brasil.

Mais variantes [19659002] Em Manaus, onde acredita-se que esta cepa tenha se desenvolvido, existem 30 variantes do coronavírus, mas os cientistas se concentram no P.1 porque parece se espalhar rapidamente e pode ser a causa do número de casos que tem ocorrido por um tempo.

Esta cepa é mais contagiosa do que outras?

Foi demonstrado que a variante britânica é mais contagiosa, mas ainda está sendo estudada para saber se a brasileira e a sul Variantes africanas são, embora alguns cientistas já tenham comentado que é mais provável.

Mas ainda não se sabe se é mais grave do que o resto. São variantes novas que estão em processo de estudo, mas que preocupam vários organismos oficiais como a OMS, devido a esta rapidez no aumento de casos em vários países do mundo e acredita-se que pode ser devido a essas novas variantes.

Em geral, os cientistas acreditam que a variante brasileira pode ser a mais "perigoso", pelo menos para o número de mutações identificadas na proteína spike: 12 em comparação com as 8 encontradas nos britânicos ou 10 na África do Sul, de acordo com várias agências.

Um estudo concluiu as sequências genômicas da SARS -CoV-2 que circulam no estado do Amazonas de novembro a meados de janeiro. Especificamente, 250 genomas foram sequenciados; 177 de Manaus (capital) e 73 do interior.

Mais informações, pois esta variante não foi detectada em Manaus entre março e novembro, mas foi encontrada em 52,2 por cento (35/67) dos os casos tipificados em dezembro e em 85,4 por cento (41/48) dos casos tipificados em janeiro pelas autoridades brasileiras.

Reinfecção?

Além disso, este estudo documentou em 30 de dezembro um caso de reinfecção, ou seja, um cidadão que já havia testado positivo para coronavírus no passado e foi infectado novamente, mas com a nova variante P.1. Também foi determinado que esta variante está presente em 11 municípios da Amazônia brasileira.

Em quais outros países a variante brasileira está presente?

Conforme relatado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o brasileiro já está identificado em Brasil, Japão, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Alemanha, Coréia do Sul e Irlanda.

E por medo disso alguns países, como Portugal, Peru, Turquia ou a Colômbia, suspenderam os voos do Brasil (e de outros lugares) por medo desta nova variante.

As vacinas contra Covid-19 podem ser eficazes contra esta nova cepa?

É algo que ainda é em estudo. Acredita-se que as vacinas atuais contra Covid-19 poderiam proteger contra a cepa britânica, mas ainda não se sabe se elas podem proteger contra a sul-africana e brasileira.

A variante britânica é mais contagiosa [19659002] O Reino Unido já anunciou que há evidências de que a variante britânica é mais contagiosa e está associada a um maior índice de mortalidade, basicamente por ser mais contagiosa, causa o colapso de hospitais e aumenta a mortalidade. Se for mais mortal em si, é algo que ainda está sendo estudado

Na Europa, essa variante é preocupante porque já está se espalhando para outros países próximos e temos casos na Espanha, mas as outras duas variantes também são destacados porque ainda não se sabe como exatamente se movem e acredita-se que sua expansão poderia ser ainda mais rápida. Em todo caso, a proteção deve ser uma máxima agora e no futuro porque, embora a vacina esteja aqui, seu processo de vacinação é lento e não se sabe se será capaz de fazer frente a essas novas cepas que surgem em pouco tempo.

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