CoronaVac é a vacina COVID-19 desenvolvida pelo biofarmacêutico da China com base em Pequim, Sinovac Biotech, que já está em uso ou será usado na China, Brasil, Turquia, Indonésia, Chile e Cingapura. Os estudos com essa droga começaram no início de maio de 2020 na China, confirmando a baixa eficácia. Mas, embora tenha sido demonstrado que isso é de apenas 50,4%, a eficácia pode aumentar substancialmente em casos graves de coronavírus. Outra vantagem é a sua praticidade, pois é uma vacina estável em temperaturas de refrigeração e, por esse motivo, é de fácil distribuição.

Como funciona a vacina CoronaVac?

A Sinovac utiliza vírus inativados que eles não causam doenças, mas fornecem informações genéticas ao sistema imunológico para que ele possa identificar e combater o vírus.

Uma vez que a vacina é administrada, as células imunológicas capturam esses vírus inativos e ativam os linfócitos, que produzem anticorpos. . Por sua vez, eles estimulam a produção e o recrutamento de células do sistema imunológico, que por sua vez destroem as células que já foram infectadas pelo vírus fornecido pela vacina.

Os linfócitos permanecem no corpo e, quando confrontados com uma infecção por vírus, reagem imediatamente para combatê-la. Esta vacina usa tecnologia de imunização tradicional, que é usada para combater uma ampla variedade de doenças. Seu uso é seguro, mas tem a desvantagem de ser muito caro de produzir, uma vez que requer o cultivo de uma grande quantidade de vírus que devem passar por um processo para serem inativados.

CoronaVac pode ter um eficácia mista

De acordo com os últimos resultados de ensaios clínicos publicados, Coronavac tem uma eficácia de 50,38% e não 78%, conforme demonstrado por estudos anteriores. Em todo caso, a vacina ainda é viável, pois a eficácia mínima que deve ter segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 50%.

Nos ensaios das duas primeiras fases, onde Participaram 743 voluntários com idades entre 18 e 59 anos, investigando se o imunizador é seguro e se poderia causar uma resposta do sistema imunológico. Os resultados foram que a vacina induziu uma resposta imune em 97% dos casos. Os anticorpos foram registrados até 28 dias após a aplicação da segunda dose.

Embora a taxa de eficácia da vacina tenha sido substancialmente mais baixa do que outros imunizantes que já estão em uso, como a vacina Pfizer / BioNTech e Moderna, que têm eficácia de 94 e 95%, alguns estudos mostraram resultados mistos.

Um estudo realizado no Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), no Brasil, mostrou que poderia oferecer alta proteção nos casos mais graves de COVID-19. O instituto brasileiro afirmou que, segundo esses testes, a vacina foi 100% eficaz na prevenção de casos graves de coronavírus que requerem hospitalização.

Ricardo Palacios, diretor de pesquisas médicas do instituto, disse que não se pode afirmar que esta vacina erradicará a doença, mas ajudará a controlar a pandemia reduzindo as hospitalizações. Um estudo realizado na Turquia mostrou resultados semelhantes, concluindo que a eficácia da vacina foi de 91,25% na prevenção de doenças sintomáticas em casos de COVID-19 entre 1.322 voluntários.  Vacina Covid [19659002] Segurança e efeitos colaterais

Com base nos dados disponíveis até o momento, a vacina parece ser segura e fornece apenas alguns efeitos colaterais leves como dor na área onde a vacina foi recebida e dor de cabeça. Todos os pacientes se recuperaram em 48 horas.

A taxa de eventos adversos entre os participantes dos estudos de primeira e segunda fase variou entre 13% e 38%, dependendo da fase, da dose tomada e o momento da avaliação. A segurança da vacina também foi avaliada no Brasil com 9 mil voluntários. Os resultados publicados mostraram que 35% dos participantes tiveram alguns efeitos adversos comuns : dor e inchaço no local da vacina, dor de cabeça e fadiga.

A empresa farmacêutica Butantan fabrica CoronaVac no Brasil [19659003] A empresa Butantan começou a fabricar CoronaVac no Brasil . Esta é a primeira vacina contra COVID-19 produzida no país, das quais 46 milhões de doses deverão estar disponíveis em janeiro para iniciar o plano de vacinação em São Paulo. Outros 6 milhões de doses serão importados da China.

O governo do estado de São Paulo estabeleceu o dia 25 de janeiro como data de início da vacinação. As primeiras pessoas a serem vacinadas serão profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos, grupos indígenas e quilombolas, nome das comunidades afrodescendentes.

A vacina será gratuita e o plano de vacinação visa imunizar 20% dos 46 milhões de habitantes que vivem no estado até o final de março. São Paulo também terá 4 milhões de doses para enviar para outros estados brasileiros.

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